Hoje deu tudo de frosques! Uns para um lado outros para o outro. Fiquei eu encarregue de tomar conta de duas pestinhas. Pestinha A: Ariana, Pestinha B: Inês. Nada que me tire muito sono. A partir daqui duas alternativas:1. Ficar fechado em casa a aturar desentendimentos, choros, empurrões, puxões de cabelos e estaladas entre pestinhas (o exagero é só no tamanho da frase!)
2. Levá-las para o mato e pô-las a correr, coisa que as crianças nunca dizem que não!
Óbvio que fui pela segunda alternativa, e não podia ter corrido melhor. Primeira paragem: Azinhal dos Azevedos. Logo à entrada, um cepo de uma azinheira que experimentou a sorte da moto-serra. A Ariana decidiu experimentar o equilibrismo. Foi preciso um bocado para se equilibrar, (o cepo estava mais torto do que parece). Aliás não descansou enquanto não conseguiu, e não aceitou ajudas. "Eu consigo!" dizia ela. E tinha razão. A Inês não quis subir, estava mais preocupada em stressar com o "perigo" da prima poder cair.
Seguiu-se uma incursão pela "estrada secreta" por trás do "muro das abelhas". A estrada só é secreta para crianças com idades inferiores a 5 anos, mas como é o caso, não lhes passa pela cabeça que toda a gente conhece a estrada. Mentirinha inocente!
Uma vez que a estrada era comprida nada melhor que uma pequena paragem debaixo de um Carvalho-Português para beber uma litrada de água e ouvir uma história. Já não me lembro de qual porque foi inventada na altura. Depois de vibrarem com a passagem do Alfa Pendular, seguimos para o tanque do qual não temos imagens por motivos relacionados com a necessidade de ter as mãos desocupadas para tentar evitar que as tentativas de saltar para dentro do tanque por parte de ambas as pestes (saliente-se a tenaz vontade da Inês), fossem sempre infrutíferas. Temos no entanto estas duas magnificas poses na hora do descanso:
Acabou-se o sossego para os caprinos, mas sempre ganharam no repasto. Uns rebentos simpáticos de oliveira fazem sempre a delicia das cabrinhas. Isto depois de eu ter que explicar á Inês que as cabras não gostam particularmente de flores.
Os cabritos que por lá andavam não são muito de se aproximar. "Têm vergonha" diz a Ariana. Mas isso da vergonha deve ser só com as pessoas, porque para dar marradelas na bolsa da máquina já não há vergonha!
Antes de ir embora ainda tivemos que prender uma das cabras que fugiu. Obviamente que não há fotos porque não há forma de estar de olho em duas crianças, ter uma mão a puxar uma cabra e ainda andar a tirar fotos para a posteridade. Para a próxima acrescentamos ao tour uns saltos para a água. Lá mais para o Verão.
