quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aventura Caprina: Reportagem Fotográfica

Hoje deu tudo de frosques! Uns para um lado outros para o outro. Fiquei eu encarregue de tomar conta de duas pestinhas. Pestinha A: Ariana, Pestinha B: Inês. Nada que me tire muito sono. A partir daqui duas alternativas:

1. Ficar fechado em casa a aturar desentendimentos, choros, empurrões, puxões de cabelos e estaladas entre pestinhas (o exagero é só no tamanho da frase!)

2. Levá-las para o mato e pô-las a correr, coisa que as crianças nunca dizem que não!

Óbvio que fui pela segunda alternativa, e não podia ter corrido melhor. Primeira paragem: Azinhal dos Azevedos. Logo à entrada, um cepo de uma azinheira que experimentou a sorte da moto-serra. A Ariana decidiu experimentar o equilibrismo. Foi preciso um bocado para se equilibrar, (o cepo estava mais torto do que parece). Aliás não descansou enquanto não conseguiu, e não aceitou ajudas. "Eu consigo!" dizia ela. E tinha razão. A Inês não quis subir, estava mais preocupada em stressar com o "perigo" da prima poder cair.

Seguiu-se uma incursão pela "estrada secreta" por trás do "muro das abelhas". A estrada só é secreta para crianças com idades inferiores a 5 anos, mas como é o caso, não lhes passa pela cabeça que toda a gente conhece a estrada. Mentirinha inocente!

Uma vez que a estrada era comprida nada melhor que uma pequena paragem debaixo de um Carvalho-Português para beber uma litrada de água e ouvir uma história. Já não me lembro de qual porque foi inventada na altura. Depois de vibrarem com a passagem do Alfa Pendular, seguimos para o tanque do qual não temos imagens por motivos relacionados com a necessidade de ter as mãos desocupadas para tentar evitar que as tentativas de saltar para dentro do tanque por parte de ambas as pestes (saliente-se a tenaz vontade da Inês), fossem sempre infrutíferas. Temos no entanto estas duas magnificas poses na hora do descanso:

Depois de conseguir evitar todas as tentativas de se ensoparem no tanque, avistámos as nossas amigas cabras. Amigas porque já são presença habitual e já as tratamos por nomes específicos: "A branca", "A preta", "A malhada", "A maluca", etc. A partir daqui foi algazarra total.

Acabou-se o sossego para os caprinos, mas sempre ganharam no repasto. Uns rebentos simpáticos de oliveira fazem sempre a delicia das cabrinhas. Isto depois de eu ter que explicar á Inês que as cabras não gostam particularmente de flores.

Em termos de conversa, a coisa foi animada, especialmente entre a Ariana e "A malhada", como aliás a foto comprova.


Os cabritos que por lá andavam não são muito de se aproximar. "Têm vergonha" diz a Ariana. Mas isso da vergonha deve ser só com as pessoas, porque para dar marradelas na bolsa da máquina já não há vergonha!


Antes de ir embora ainda tivemos que prender uma das cabras que fugiu. Obviamente que não há fotos porque não há forma de estar de olho em duas crianças, ter uma mão a puxar uma cabra e ainda andar a tirar fotos para a posteridade. Para a próxima acrescentamos ao tour uns saltos para a água. Lá mais para o Verão.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

E eis que a febre ataca...

Hoje a Ariana está doente. Hoje, ontem e anteontem. Provavelmente amanhã e nos seguintes. Vais ser uma semana sem ir à escola, o que tem coisas boas e más. Há bocado medimos 38,2º de febre. Foi a mais alta até agora. Mas sem stresses. Os panos gelados na testa já a fizeram baixar. Fomos à médica, que aconselhou o costumeiro repouso, xarope, e não apanhar Sol. Não me tinha mesmo passado isso pela cabeça! Às vezes ponho-me a pensar porque é que vamos ao médico, mas antes assim que ao contrário.

Mas como tudo na vida, há coisas boas e más em estar doente. Neste momento o corpo da Ariana está a ganhar imunidade. Como lhe explicámos "o corpo está a aprender a defender-se dos micróbios que estão a fazer mal. Quando eles vierem outra vez já não ficas doente". Apesar de não ser 100% verdade, é suficientemente verdade para não ser mentira, e suficientemente lógico para a fazer compreender o essencial, estar doente não tem só coisas más.

Por exemplo, hoje de manhã li-lhe a colecção toda de histórias do Pingo Doce. São só 12! Fora as histórias inventadas nos intervalos e os jogos e joguinhos. Alguém no lugar dela se queixava? Eu não. Porque carga d'água é que eu metia o termómetro debaixo do candeeiro? Ora nem mais, pelo conforto da cama e das papas quentes.

Amanhã ou depois fica boa. Se não fôr depois é a seguir. O que importa é que ficou mais forte e aprendeu qualquer coisa. E eu fiquei a saber as histórias todas de cor, o que em momentos de aperto (leia-se falta de livros), vai dar um jeitão. O Chico por seu lado (na foto), já está melhor, diz a Ariana que também tinha febre. O filho é dela. Se ela diz que sim, porque é que vou duvidar?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nanook, o meu cão esquimó



A Nanook é um cão especial. Para tal bastava saber que é um dos cães da Ariana, mas há mais. Primeiro pelo nome. De facto não lembra a ninguém. Só mesmo a mim claro. Nanook foi uma resposta inata a um comentário da Xana há uns anos atrás quando ainda nos debatíamos com a indecisão do nome do cão. Achava ela que ele tinha cara de esquimó. "Então chama-lhe Nanook" disse eu. Pareceu-me lógico.

Para quem não sabe, Nanook é o nome de um Inuk que surge documentado no filme Nanook of the North do Robert Flaherty. Considerado o primeiro documentário da história do cinema, é uma seca pegada para quem não tiver um minimo de interesse pela história do cinema. E sim, nesse aspecto, bate as novelas da SIC aos pontos!

Mas não é só o nome que o torna especial. Por exemplo o Nanook não se sabe sentar como os cães normais. Apenas pelo simples facto de não ser um cão normal, nada mais! Uma das patas traseiras fica deitada, o rabo apoia-se nela e a outra fica erecta à espera de servir de alavanca quando decide levantar-se. O que diga-se de passagem, para ele é um tormento e vem sempre acompanhado de um som estranho que facilmente entendemos como um cocktail de rabugice e preguiça.

Dizem, os entendidos em canídeos que já lhe puseram a vista em cima, que é "arraçado" de Castro Laboreiro. Se olharmos para ele percebemos que tem alguma lógica. Mas o Nanook está longe de ser um cão lógico. Lembrem-se, ele é especial. E apesar de ser até bastante provável que tenha alguns genes de Laboreiro parece-me que a misturadora de genes onde foi concebido teria com certeza fugas. É que o Nanook tem uma tolerância ao frio que fica quase perto do -3 numa escala de 0 a 10! Não se pode dizer que seja um cão do Norte!

Mas é. Curioso. Surgiu nas nossas vidas em Vila Real, ainda cachorro, trapalhão como sempre, medroso quanto baste a esconder-se nos arbustos e debaixo dos carros na bela e saudosa UTAD. Deu então de caras (neste caso focinho), com a Xana. Apesar de no inicio lhe ter chamado cadelinha (digamos que a identidade do Nanook ainda não era suficientemente visivel), o bicho acabou por se afeiçoar a ela e ela a ele.

Depois de umas noites passadas em Vila Real, e outras no Porto na saudosa Residencial Tinoco (Private Joke), veio para o Ribatejo onde, a julgar pela tolerância ao frio, se sentirá provavelmente mais confortável.

Desde então tem sido o palerma de sempre. Muito vagaroso e trapalhão, pouco dado a correrias (até porque com aquele corpo são precisos uns 15m para arrancar), e sempre, sempre pronto para petiscar. Gatos? Sim, já acabou com alguns infelizmente. Cães? Não tem contacto com muitos, mas o Putchi, o outro cão da Ariana, só não foi desta para pior porque o mudámos para a casa da Avó Georgina.

Agressivo? Não sei. É tudo muito relativo. Eu por exemplo tive um cão que será provavelmente o mais meigo da história canídea, o Beethoven. No entanto, não havia uma única vez que não me rosnasse quando me aproximava da comida dele. O Nanook por outro lado, mesmo com a intolerância a gatos e a outros cães, deixa fazer isto que a foto mostra.

É um cão estranho, diferente, especial, palerma quanto baste. Não posso dizer que confio 100% no Nanook. Mas não tenho problemas em dizer que também não vou abaixo dos 99%.

É um cão especial. É o cão da Ariana. Esperamos que por muitos anos.