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domingo, 8 de março de 2009

Fomos à Floresta

Pois é! Fomos à Floresta! A professora da Ariana convidou os pais a contribuir para um herbário que vão fazer na escola com a criançada e nós lá tirámos o Domingo para dar força à ideia. Sempre com o devido cuidado de explicar à Ariana que a coisa é para se ir fazendo com modos refreados. Se toda a gente se lembra de ir "gamar" plantinhas p'ra mata ao fim-de-semana para alimentar os herbários...

Mas o que conta é a intenção, e pôr as amostrinhas de gente a conhecer e viver a Biodiversidade é sempre de louvar! E sim, o uso do termo técnico é de propósito para pôr o pessoal passear na Wikipédia!

Aproveitámos a oportunidade para recolher algumas criancinhas vegetais (leia-se plântulas), para a colecção particular. Neste momento já estão em vaso à espera de ver o que dá. Foram principalmente Urzes, que estavam a brotar do chão num caminho florestal. Já se estava mesmo a ver o fim delas certo?

A Ariana vibrou com o passeio, especialmente na parte em que a Xana foi mudar o carro de sítio e ela se pôs a correr atrás do carro durante uns 200m de floresta. Foram-se as calorias todas do almoço! Adorou as flores azúis, não fosse a cor preferida dela. E teve sorte que havia aos montes! Apanhámos algumas e trouxemos uns bolbos para casa. Sempre orientados pela Ariana que só deixa apanhar onde houve muitas! "Onde há poucas tem que se deixar crescer."

Nos entretantos das correrias um achado imobiliário fantástico do mundo animal! Uma moradia geminada para um coleóptero (não confirmado, digo eu assim já de repente!) e uma aranha! É verdade! A Ariana não podia deixar de achar piada à coisa, e fez questão de tombar duas vezes sem se queixar por meio de urzes e tojos em corropio desenfreado até chegar até mim para me dar a notícia: "Pai! Tá ali uma flôr com uma aranha escondida lá dentro! E tem outro bicho cá fora!" Eu fui ver claro, e confirmava-se o achado da parelha feminina:

Depois correu, saltou, escondeu-se, riu-se, correu outra vez, espalhou-se, chorou, levantou-se, cansou-se, sentou-se, levantou-se e voltou a correr. No final não queria ir para casa, mas quando soube que ia ter uma visita dos avós enfiou-se no carro e pôs-se a cantar: "Vem lá a Avó Mirinha e o Avó Carlinhos!". E vieram mesmo! Vieram, e lancharam, e esconderam-se e jogaram à macaca! E para a próxima há mais!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aventura Caprina: Reportagem Fotográfica

Hoje deu tudo de frosques! Uns para um lado outros para o outro. Fiquei eu encarregue de tomar conta de duas pestinhas. Pestinha A: Ariana, Pestinha B: Inês. Nada que me tire muito sono. A partir daqui duas alternativas:

1. Ficar fechado em casa a aturar desentendimentos, choros, empurrões, puxões de cabelos e estaladas entre pestinhas (o exagero é só no tamanho da frase!)

2. Levá-las para o mato e pô-las a correr, coisa que as crianças nunca dizem que não!

Óbvio que fui pela segunda alternativa, e não podia ter corrido melhor. Primeira paragem: Azinhal dos Azevedos. Logo à entrada, um cepo de uma azinheira que experimentou a sorte da moto-serra. A Ariana decidiu experimentar o equilibrismo. Foi preciso um bocado para se equilibrar, (o cepo estava mais torto do que parece). Aliás não descansou enquanto não conseguiu, e não aceitou ajudas. "Eu consigo!" dizia ela. E tinha razão. A Inês não quis subir, estava mais preocupada em stressar com o "perigo" da prima poder cair.

Seguiu-se uma incursão pela "estrada secreta" por trás do "muro das abelhas". A estrada só é secreta para crianças com idades inferiores a 5 anos, mas como é o caso, não lhes passa pela cabeça que toda a gente conhece a estrada. Mentirinha inocente!

Uma vez que a estrada era comprida nada melhor que uma pequena paragem debaixo de um Carvalho-Português para beber uma litrada de água e ouvir uma história. Já não me lembro de qual porque foi inventada na altura. Depois de vibrarem com a passagem do Alfa Pendular, seguimos para o tanque do qual não temos imagens por motivos relacionados com a necessidade de ter as mãos desocupadas para tentar evitar que as tentativas de saltar para dentro do tanque por parte de ambas as pestes (saliente-se a tenaz vontade da Inês), fossem sempre infrutíferas. Temos no entanto estas duas magnificas poses na hora do descanso:

Depois de conseguir evitar todas as tentativas de se ensoparem no tanque, avistámos as nossas amigas cabras. Amigas porque já são presença habitual e já as tratamos por nomes específicos: "A branca", "A preta", "A malhada", "A maluca", etc. A partir daqui foi algazarra total.

Acabou-se o sossego para os caprinos, mas sempre ganharam no repasto. Uns rebentos simpáticos de oliveira fazem sempre a delicia das cabrinhas. Isto depois de eu ter que explicar á Inês que as cabras não gostam particularmente de flores.

Em termos de conversa, a coisa foi animada, especialmente entre a Ariana e "A malhada", como aliás a foto comprova.


Os cabritos que por lá andavam não são muito de se aproximar. "Têm vergonha" diz a Ariana. Mas isso da vergonha deve ser só com as pessoas, porque para dar marradelas na bolsa da máquina já não há vergonha!


Antes de ir embora ainda tivemos que prender uma das cabras que fugiu. Obviamente que não há fotos porque não há forma de estar de olho em duas crianças, ter uma mão a puxar uma cabra e ainda andar a tirar fotos para a posteridade. Para a próxima acrescentamos ao tour uns saltos para a água. Lá mais para o Verão.