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domingo, 22 de março de 2009

Os Anos do Pedro

Anos! Festa! Bolos! Balões! O que é que os putos querem mais? Sim, férias eu sei, mas nestas idades as férias são o ano todo, por isso no TOP of the TOPs têm mesmo que figurar as festas de anos. Nós não temos ido a muitas é certo. Porque não dá, porque não calha, porque não queremos (há que chamar as coisas pelos nomes!) Eu pessoalmente cansei-me de serem sempre iguais. Quando há pouco tempo para se fazer o que se adora, é pouco provável que se gaste o tempo a fazer o que se tolera. É como tudo na vida, uns gostam de doces, outros de salgadinhos.

Mas a Ariana não. A Ariana gosta. A Ariana quer. A Ariana vai! E se os pais estão mais virados para outro lado, há avós para a levar à festa! Assim sendo, chegam os TIAMAC (Transportes Interurbanos da Avó Mira e do Avô Carlos) às 10 da matina e levam a Ariana para passar o dia todo com eles. Os pormenores restantes não sei porque não estava lá, mas foi para situações como estas que o Niépce andou a matar a cabeça (Eu sou mais um daqueles que acha que o Daguerre só pôs um ponto final na frase).

E como uma imagem vale mais que mil palavras (tretas, porque o contrário também é verdade), aqui ficam alguns fotogramas gentilmente cedidos pela Leonor. Podemos ver nesta primeira foto o último breefing estratégico da Trupe do Balão antes do ataque final. Acertam-se os últimos detalhes das tácticas de guerra, e confirmam-se os alvos a abater.




Uma vez seleccionados os alvos e acertados todos os pormenores estratégicos resta voziferar pelas ruas do desespero dos alvos em mira as palavras de ordem: Á Carga!!!

O Avô Carlos, um dos alvos seleccionados, debate-se com uma investida tresloucada da Trupe do Balão tentando esquivar-se. Sem sucesso.


Após a batalha, o merecido descanso e a recompensa: Bolo do Homem Aranha!



No final o sorriso tipíco. Misto de mistério, sacanice e pão de ló! (Lá atrás à espreita, para que conste, está a Tia São).



Chegada a casa, moída, cansada e sedenta de mimos de Mãe (que não via há 2 dias!) entregou-se aos braços dela, depois ao leite quente e por fim aos lençóis. Para a semana há mais. Diz a Avó Mira que sabe dessas coisas das datas de aniversários. Eu sei a minha e às vezes esqueço-me! (Pensem que é piadinha a ver o quanto se enganam!). E Ariana lá vai, mais uma vez, noutra expedição patrocinada pelos TIAMAC.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nanook, o meu cão esquimó



A Nanook é um cão especial. Para tal bastava saber que é um dos cães da Ariana, mas há mais. Primeiro pelo nome. De facto não lembra a ninguém. Só mesmo a mim claro. Nanook foi uma resposta inata a um comentário da Xana há uns anos atrás quando ainda nos debatíamos com a indecisão do nome do cão. Achava ela que ele tinha cara de esquimó. "Então chama-lhe Nanook" disse eu. Pareceu-me lógico.

Para quem não sabe, Nanook é o nome de um Inuk que surge documentado no filme Nanook of the North do Robert Flaherty. Considerado o primeiro documentário da história do cinema, é uma seca pegada para quem não tiver um minimo de interesse pela história do cinema. E sim, nesse aspecto, bate as novelas da SIC aos pontos!

Mas não é só o nome que o torna especial. Por exemplo o Nanook não se sabe sentar como os cães normais. Apenas pelo simples facto de não ser um cão normal, nada mais! Uma das patas traseiras fica deitada, o rabo apoia-se nela e a outra fica erecta à espera de servir de alavanca quando decide levantar-se. O que diga-se de passagem, para ele é um tormento e vem sempre acompanhado de um som estranho que facilmente entendemos como um cocktail de rabugice e preguiça.

Dizem, os entendidos em canídeos que já lhe puseram a vista em cima, que é "arraçado" de Castro Laboreiro. Se olharmos para ele percebemos que tem alguma lógica. Mas o Nanook está longe de ser um cão lógico. Lembrem-se, ele é especial. E apesar de ser até bastante provável que tenha alguns genes de Laboreiro parece-me que a misturadora de genes onde foi concebido teria com certeza fugas. É que o Nanook tem uma tolerância ao frio que fica quase perto do -3 numa escala de 0 a 10! Não se pode dizer que seja um cão do Norte!

Mas é. Curioso. Surgiu nas nossas vidas em Vila Real, ainda cachorro, trapalhão como sempre, medroso quanto baste a esconder-se nos arbustos e debaixo dos carros na bela e saudosa UTAD. Deu então de caras (neste caso focinho), com a Xana. Apesar de no inicio lhe ter chamado cadelinha (digamos que a identidade do Nanook ainda não era suficientemente visivel), o bicho acabou por se afeiçoar a ela e ela a ele.

Depois de umas noites passadas em Vila Real, e outras no Porto na saudosa Residencial Tinoco (Private Joke), veio para o Ribatejo onde, a julgar pela tolerância ao frio, se sentirá provavelmente mais confortável.

Desde então tem sido o palerma de sempre. Muito vagaroso e trapalhão, pouco dado a correrias (até porque com aquele corpo são precisos uns 15m para arrancar), e sempre, sempre pronto para petiscar. Gatos? Sim, já acabou com alguns infelizmente. Cães? Não tem contacto com muitos, mas o Putchi, o outro cão da Ariana, só não foi desta para pior porque o mudámos para a casa da Avó Georgina.

Agressivo? Não sei. É tudo muito relativo. Eu por exemplo tive um cão que será provavelmente o mais meigo da história canídea, o Beethoven. No entanto, não havia uma única vez que não me rosnasse quando me aproximava da comida dele. O Nanook por outro lado, mesmo com a intolerância a gatos e a outros cães, deixa fazer isto que a foto mostra.

É um cão estranho, diferente, especial, palerma quanto baste. Não posso dizer que confio 100% no Nanook. Mas não tenho problemas em dizer que também não vou abaixo dos 99%.

É um cão especial. É o cão da Ariana. Esperamos que por muitos anos.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Um dia com o Francisco

Hoje ficámos a tomar conta do Francisco, e a Ariana fez questão de levar o papel dela a sério! Decidimos apostar na triologia "Mimos, Passeio e Macacas" que costuma resultar bem com os putos. A Ariana ajudou a mudar fraldas, levou-o a passear, emprestou-lhe brinquedos, e tratou também das macacadas e das mimadelas.

O mimo

O passeio

As macacadas


E que não nos passasse pela cabeça deixar o rapaz destapado. "Está muito frio!"

Parece-me que o rapaz ficou satisfeito com a estadia e principalmente com o passeio. Pelo menos a julgar pelas fotos.


Se dependesse da Ariana amanhã era já outra vez. "Quando é que o Francisco vem cá outra vez?"